Atendimento clínico online na abordagem psicanalítica.
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Frederico Durigon Marques é psicanalista e escritor. Atende em consultório online, na abordagem psicanalítica, há três anos.
Chegou à clínica depois de duas décadas no mundo corporativo — tecnologia, gestão, times de desenvolvimento de software. Essa bagagem não se apagou quando passou a escutar; ela informa o modo como recebe pessoas que carregam, junto com o sofrimento, a linguagem das metas, dos prazos, das hierarquias e das exigências do trabalho contemporâneo.
Formado em Análise de Sistemas e pós-graduado em Gestão Empresarial pela PUC Campinas, concluiu a pós-graduação em Psicanálise Clínica pela FAATESP. É autor de Por que Lacan?.
Existe uma cena que se repete em todos os cursos de psicologia do Brasil: o professor escreve "Lacan" no quadro e, antes que qualquer conceito seja dito, o assunto já foi dado como perdido. Dizem que ninguém entende mesmo. Este livro existe para questionar essa sentença.
Por que Lacan? oferece ao estudante de psicologia — e ao leitor curioso — o que poucos cursos conseguem: um ponto de entrada que não trai o original. Através de um fio condutor único, a operação do Édipo lida de forma estrutural, o livro mostra que Lacan não é obscuro por vaidade. Ele é preciso porque está descrevendo algo que a linguagem cotidiana não foi feita para dizer.
Em cinco capítulos, o leitor percorre o caminho de Freud a Lacan, dos três registros (Imaginário, Simbólico e Real) às funções que constituem qualquer sujeito humano, independentemente do formato da família em que nasceu. Pelo caminho, encontra interlocutores inesperados: Hitchcock, O Rei Leão, Succession e Encanto iluminam conceitos que décadas de manuais não conseguiram tornar vivos. E encontra Heidegger — não como desvio erudito, mas como a fundação filosófica sem a qual a afirmação mais radical de Lacan perde o chão.
O livro responde, sem diplomacia, à objeção clássica de que a psicanálise está ultrapassada. Se estivesse, Christian Dunker, Vera Iaconelli, Vladimir Safatle, Ana Suy e Maria Homem — todos lacanianos — não seriam as vozes mais ouvidas do debate sobre saúde mental no Brasil de hoje.
Por que Lacan? não é um manual. É uma primeira volta da espiral, deliberadamente incompleta e propositalmente provocadora. O suficiente para que o leitor entenda o que estava perdendo, e impulso suficiente para continuar girando.
Uma estante à parte: ficção de suspense, escrita fora do consultório.
Contos ficcionais publicados aqui no site, para leitura gratuita.
Vídeos sobre conceitos, leituras e questões da clínica. Para quem quer entender psicanálise antes de chegar ao livro — ou ao consultório.
Assistir no YouTube →Um espaço para escutar aquilo que nos faz questionar: por que faço o que faço?
Na clínica psicanalítica não há orientações, recomendações nem receitas. O que existe é uma escuta — atenta ao que o sujeito diz, e ao que ainda não encontrou palavras.
Essa escuta abre espaço para que a pessoa se observe com alguma distância: para perceber qual é a sua posição nas relações, onde estão os lugares de prazer e os de sofrimento.
O trabalho é construído juntos. Caminhamos para dar sentido ao que parece sem sentido, questionar certezas que já não servem e elaborar o que pede perspectivas novas e diferentes.